A Körössy

A Körössy nasce de uma travessia

Houve um tempo, não muito atrás, em que eu vivia uma fase muito difícil. Por um período, me perdi de mim mesma — do prazer das coisas simples e da vontade de me olhar no espelho com carinho.

Em outubro de 2024, comecei a cuidar de mim. E, devagar, fui voltando. Voltando a gostar de leveza, de cores claras, de me arrumar, de me sentir bonita outra vez.

Foi nesse caminho de volta que encontrei as pedras naturais. Me apaixonei pelo que elas carregavam — não só beleza, mas significado. E percebi que não queria apenas usá-las. Eu queria fazê-las.

Comecei a estudar, a praticar, a montar. E aconteceu algo que eu não esperava: montar cada peça virou o lugar mais prazeroso do meu dia. Uma espécie de terapia, de meditação, de cura.

Num almoço em família, a caminho da praia, me veio o pensamento que mudou tudo: e por que não viver disso? Foi ali que entendi qual era, afinal, o meu amor verdadeiro.

As joias.

E assim nasceu a Körössy.

Por que Körössy

Körössy é o meu sobrenome — e a minha origem.

Meu avô, que eu nunca cheguei a conhecer, era húngaro. Meu bisavô, europeu como ele, foi joalheiro na Romênia. Carrego nessas peças uma herança que veio de longe — de pessoas que eu nunca toquei, mas que, de algum modo, estão nas minhas mãos quando eu crio.

Por isso cada peça tem nome em húngaro. É a minha forma de honrar de onde eu venho.

Os símbolos da Körössy

A Tulipán — a tulipa. Um dos símbolos mais tradicionais da arte popular húngara. Representa feminilidade, sensibilidade e o florescimento suave daquilo que é criado com afeto. Na Körössy, é a criação que nasce de forma intuitiva e profundamente pessoal.

O Turul — o pássaro. Figura mítica da tradição húngara. Símbolo de proteção, memória, origem e ancestralidade — a presença leve que observa, conduz e atravessa gerações.

A Életfa — a Árvore da Vida. O vínculo entre passado e presente. Representa raízes, continuidade e legado: a beleza das coisas que crescem devagar e permanecem.

A minha filosofia

Cada joia Körössy é feita à mão, em pouquíssimas unidades — muitas vezes, uma só.

Eu não crio para que todo mundo tenha. Crio para que cada peça encontre uma pessoa.

As pedras são naturais, escolhidas uma a uma. Nada é excessivo. Mas tudo é sentido.

Que a sua peça seja, como foram para mim, um amuleto. Um lembrete de que você atravessou, floresceu, e continua.

Por fora, joia. Por dentro, sentido.

— Karina